17 de fevereiro de 2015

Há umas semanas tive a ideia de fazer um post meio saudosista com doces de infância que não encontramos mais nos mercados hoje em dia. Sim, eu sei que o Buzzfeed tá lotado de posts assim. Mas queria falar de alguns específicos que EU sinto falta ou que não vemos muito nesses posts que falam do assunto nessa imensidão internética.

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Começando pelo concorrente do chocolate da Turma da Mônica, o Lacta que pouca gente se lembra e que levava a imagem dos personagens da Disney. Eu gostava, apesar de preferir a versão com a Mônica e seus amigos. O chocolate Surpresa todo mundo lembra, e eu sei lá que ~dorgas~ eles colocavam na composição, mas é fato que o chocolate ficava mais gostoso só pelo formato. O chocolate Quik era o primo pobre do Kinder Chocolate , só que 3x mais doce e 10x pior. O Milka a que me refiro nem deve ser esse da imagem 4 que coloquei, mas vale a título de foto ilustrativa. Era um fabricado aqui no Brasil (isto é, não é do naipe dos Milkas que encontramos em bombonieres importadas hoje e que custam meio rim cada um), vinha em uma barra mais ou menos no tamanho do Suflair, e tinha uma camada de biscoito, outra de creme, chocolate e MEUDEUS era o melhor do mundo. Lembro que comia um toda tarde jogando GEX enter the Gecko no PS1. Não sei como nunca fui uma criança obesa. Good times.

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Essas bolachinhas da Mônica eram a coisa mais dura, seca e deliciosa do mundo. Minha mãe comprava aquela que vinha na caixa, e era uma ótima e calórica opção pro lanche da escola. O Palhacitos da Triunfo foi um produto que acabou gerando um meme que perpetuou por gerações. Ou vai dizer que você, naquele dia todo gracioso e piadista, nunca ouviu a piada: E AÍ MEU FILHO, COMEU PALHACITOS HOJE? Era tipo uma variação de DORMIU COM O BOZO? Enfim, a bolacha não era lá essas coisas mesmo. Fofys é hors-concours, o supra-sumo dos docinhos de infância. O imbatível, poderoso e gostoso pra car&%$! Sinto saudades desses ursinhos, muita mesmo. Mas fico me perguntando se fosse comer hoje, ia achar essa delícia toda ou é só a vontade inflada pela falta do biscoito. O legal era ir decepando pernas, braços, cabeça e comer a barriguinha por último #tifofinho. A Trakinas de banana eu só coloquei aí em homenagem ao meu irmão que era louco por isso (e inclusive lotou a caixa de e-mail da Nabisco quanto ela saiu de cena). Eu achava ruim pra caceta… essa, a de limão e a de frutas vermelhas. CREDO! Quando um belo dia vi que nos mercados só tinha a Trakinas original de morango e chocolate, parecia que tinha finalmente acordado de um sonho ruim.

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Esses pirulitos de chupetinha eram puro açúcar moldado no palito com corante a torto e a direito. Mas ô treco delícia. Fiquei parecendo criança quando, ano passado, encontrei isso em uma lojinha de bairro no interior de Minas. Arrozinho doce de isopor era uma delícia, especialmente quando grudava no céu da boca e entrava no buraquinho dos dentes. E ainda vinha com um anelzinho muito fashion! O número 11 também é APENAS uma foto ilustrativa – sei que não temos o gringo Lucky Charms aqui – mas lembro que em uma época linda e distante tivemos um cereal com marshmallows sim senhor. E era uma delícia. Não lembro marca e revirei o Google atrás de pistas sem sucesso :( A imagem 12 era o que me deixava ansiosa pra ir à pizzaria todas as vezes. ZUCOT. Sorvete no meio do biscoito. E não era um biscoito crocante, era murcho pra caramba, mas minhanossa, isso era bom demais. Já encontrei pra vender no Pão de Açúcar há pouco tempo… mas era caríssimo. Nunca haverá um chiclete como Ping Pong. O azul, claro (aliás, alguém realmente comprava o de hortelã?).

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E o melhor, como sempre, fica pro final. FRUMELO. Que era somente a MELHOR BALA DO MUNDO. Era uma baita bala e deixava 7 belo comendo poeira, diga-se de passage. Sério, a maior revolta da minha vida até hoje é não entender por que causa, motivo, razão ou circunstância essa bala não existe mais. Porque não era possível que fosse por vender pouco. Só meu pai comprava uns 30kg por semana. Aliás, vou até mandar um e-mail pra Lacta sobre esse assunto. Essa atitude não pode passar impune. Galera fica fazendo abaixo assinado pra tudo, mas pra volta da Frumelo ninguém faz? Que absurdo é esse? #desabafei

Bônus: lembrei há pouco de uma bolacha recheada do Senninha, que era de UVA, e muuuuito delícia. Não achei nada nem parecido no Google, embora eu tenha colocado na busca até mesmo a palavra biscoito, traindo o movimento paulista.

28 de novembro de 2014

Nunca me achei uma pessoa romântica. Na verdade, perto dos meus 15 anos, eu era até meio rebelde, avessa total ao romantismo, declarações e mimimis. Jamais gostei de ganhar flores, por exemplo. Acho que mais porque eu tenho dó ao vê-las morrer e não poder fazer muita coisa quanto a isso (Phoebe Buffay me entenderia). E jamais quis usar aliança de compromisso também. Aff, o cúmulo da breguice, eu pensava.

Mas parece que a gente vai ficando mais velha e alguns conceitos vão mudando. Hoje continuo não gostando de ganhar flores, nem curto a ideia de aliança de namoro (por que a pressa? Quando noivar, bota o anel no dedo e pronto), mas acho que uma declaraçãozinha de vez em quando e um copo d’água não se negam a ninguém. Eu sei que o ditado é outro, mas este é um blog de família. Um jantarzinho romântico em um lugar fofo também é algo que ganhou meu coração nos últimos tempos.

E tudo isso me lembrou um fato. Quando criança eu acreditava piamente que todas as mamães e papais já se conheciam desde, sei lá, de bebês. Que cresciam juntos brincando na neve e aí atingiam uma certa idade, casavam e tinham filhos. E eu devia ter uns 5 anos quando perguntei pra minha mãe se ela gostava mais de mim, do meu irmão mais velho ou do meu pai. CHOKAY quando ela me explicou sobre o amor mãe/filho e disse que meu pai era um cara X que ela havia encontrado na vida, DEPOIS DE ADULTA, se apaixonado e tal.

MEU PAI ERA UM CARA ALEATÓRIO QUE ELA ENCONTROU INDO PRA DISCOTECA BALADA?

Foi neste dia que minha visão romântica da coisa – que achava que o mundo era um Oriente Médio do amor onde os casais eram predestinados desde muito novos – foi abalada.

Ou não, vai saber.

17 de outubro de 2013

Quando era criança eu queria ter nascido cachorro. Sempre odiei acordar cedo, e ir à escola às 6h30 da manhã desde os 6 anos, provocava em minha mini-pessoa um desejo irrefreável de ser minha cocker e ficar dormindo o dia todo.

Aí eu cresci, e nunca mais quis ser cachorro.
Mas continuo querendo dormir o dia todo.

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Não era Barbie nem uma bicicleta nova. Era só isso o que eu queria.

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