10 de novembro de 2015

— A Madonna, viu? Tá sessentona, já!
— Hmm.
— Queria eu ser igual ela! Sessentona…
— Mãe! A Madonna usa drogas. Por isso que ela tá assim bonita.
— É?
— Sim! Todo tipo de drogas, por isso tá assim!

(Este post faz parte da série Conversas Furtadas – nome de um antigo blog colaborativo que compilava os melhores fragmentos de diálogos que ouvimos em bares, restaurantes, metrôs, etc. Como o blog acabou e eu continuo ouvindo muitas pérolas por aí, resolvi compartilhar aqui também).

15 de setembro de 2015

Vem chegando o verão o calor no coração

Ultimamente tenho adorado looks monocromaticamente brancos. Isso, vindo de uma pessoa que aos 15 anos só usava preto-gótico-trevoso é uma evolução, minha gente. Se naquela época, as sombras e a escuridão faziam parte dos meus dias, hoje em dia o negócio por aqui anda bem mais light, suave e até colorido (embora continue com minha repulsa ao amarelo, sorry).

E como o verão se aproxima cada dia mais – em passos de tartaruga, é verdade – e eu já não aguento mais esse frio, já tô aqui inspirada e feliz, pensando em looks que parecem saídos direto do hospital, clínica veterinária ou dentista. Mas se você não é uma profissional da saúde, não há o que temer. Looks branco total são tendência sim e fazem bonito nos dias mais quentes. Juro que é tudo uma questão de costume, ousadia e força no Omo multiação.

1Esses dois primeiros dá pra usar tranquilamente enquanto o tempo não se decide e o calor não chega com força. Tricô é muito amor. E olha como acessórios em tons de marrom/caramelo ficam lindjos com branco.

2

Pra dar aquele tchans e não ouvir perguntas tipo “tá dando plantão hoje?”, só digo uma coisa: acessórios. E o melhor: podem ser de qualquer cor, gente. Tudo combina com branco, é difícil errar em propostas assim.

4 de setembro de 2015

Uma pausa na programação normal pra contar uma pequena história:

Ontem à noite, voltava da academia pra casa, andando apressada e atenta. Afinal, apesar de ser um caminho tranquilo que faço sempre (mentira, nunca vou na academia) minha mãe já dizia que todo cuidado é pouco. Rua meio deserta, ouço uns passos apressados atrás de mim. Aperto o passo também e puxo a bolsa pra perto do corpo, já invocando todos os santos e anjos em ordem alfabética. Resolvo virar de costas pra verificar se o cidadão em questão apresentava perigo. Que erro! Na hora que virei, me distraí e torci lindamente o pé, me desequilibrando e caindo em câmera lenta. Vi 27 anos de vida passarem diante dos meus olhos naqueles segundos que pareceram horas. Ralei o joelho esquerdo, torci o pé direito, esfolei a mão. Estatelada no chão feito uma barata esturricada, comecei a rir igual tonta (pra mim, quedas = crises de riso). Inesperadamente, o objeto desta queda horrível – ou seja, o rapaz suspeito – veio correndo me ajudar a levantar e perguntou se eu estava bem e precisava de algo. Rindo muito respondi que sim, estava bem e que ele podia ir assaltar outra pessoa em paz. Óbvio que não disse isso. Levantei e ele continuou apressado até o ponto de ônibus na esquina, já meio correndo pra não perder a condução.

Observação final 1: na próxima vida, quando Deus estiver distribuindo as características, prometo entrar na fila do equilíbrio.
Observação final 2: algumas pessoas te farão cair e outras te ajudarão a levantar. Mas ainda existem aquelas que farão as duas coisas. – Heloisa Xavier.

 

Texto originalmente postado no meu Facebook e reproduzido aqui.

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