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27 de setembro de 2013

Calma, não vou escrever aqui a belíssima letra de um funk brasileiro que se inicia com a ameça Mãos para o alto, novinha, mãos para o alto, novinha…

Eu fiquei presa mesmo, só que na casa do meu namorado.

Dormi na casa dele essa semana, e como das outras 890 vezes, ele saiu (bem) mais cedo que eu, que tenho a sorte de só entrar às 10h no trabalho (#morraminvejosas). Eis que 9h acordo, me arrumo na velocidade da luz e quando chego no meu horário-limite para sair – 9h30 – vejo que a porta está trancada por fora e nem sinal da chave. Calma, sem pânico! Ligo pra ele para pedir o telefone do porteiro – sim, porque interfone é coisa do futuro – já que tenho 90% de certeza que uma chave extra me espera reluzindo na portaria.

Caixa postal.

Depois da quinta tentativa, ainda caixa postal.

Começo a ficar só um pouco desesperada. Busco no Google o raio do nome do prédio pra ver se tem o telefone da administradora rezando para o celular do porteiro estar em algum mural de recados de lá. E aí vem uma luz. Me debruço na janela – do quarto andar – e PARA MINHA INFINITA SORTE, tem um cara varrendo lá embaixo, bem na direção da janela. Começo a berrar igual uma louca: OH MOÇO! AQUI EM CIMA! EI! OLHA AQUI! TO TRANCADA! Ô SEU FILHO DE UMA *! (essa última parte é mentira, sou educada). Não somente o cara da vassoura NÃO olha, como todos os pedreiros do prédio em reforma ao lado, olham pra minha cara rindo. Mais uns vinte berros depois, o da vassoura olha pra cima.

– Moço, eu tô trancada aqui! A Geni (faxineira) deixa a chave dela na portaria, você pode pedir pro porteiro por favor?

O simpático rapaz fala que já vai ver. Só que primeiro ele termina de varrer com toda a calma do mundo, assobia a marcha nupcial inteira e liga pra sogra que mora no Acre. Então vai ver. E diz que não tem.

Aí sim fico desesperada. Quem me conhece sabe o quanto odeio atrasos. Das outras pessoas e principalmente o meu. Volto pro Google, volto a ligar, volta a dar caixa postal. E aí volto pra janela:

– Moço, a Geni deve estar no prédio. Vê com o porteiro se ele pode ir atrás dela e pegar a chave pra abrir aqui. MEUDEUSDOCÉUtôatrasada.

Aí o moço vai e volta com um sorriso no rosto, olhando pra cima e diz que sim a Geni tá no prédio. E que o porteiro vai atrás dela pegar a chave.

Gente, que alegria. O porteiro abriu, me salvou do cativeiro e foi a glória.

Já no meio do caminho pra agência, meu namorado me liga rindo dizendo que viu as mensagens. Pediu desculpas e riu mais um pouco. E eu também, lembrando de tudo fico rindo igual besta.

Mas que fique claro que eu só ri porque não me atrasei tanto.

25 de maio de 2012

História baseada em fatos reais:

Juliana, amiga de infância que mora comigo, ficou brava porque tá tentando parar de comer doce, diz que tá engordando (ah, mulheres!)
Aí ela foi almoçar no kilo e resistiu bravamente, não pegou doce nenhum.
Chegou no caixa, o atendente disse que a comanda dela era a última do bloco e por isso…

GANHAVA UMA SOBREMESA.

    

7 de julho de 2009

Estou eu, lendo a Mundo Estranho desse mês quando vejo uma matéria sobre fobias. Adoro. Fiquei rindo ao imaginar pessoas com fobias de vegetais e quase não acredito que realmente existam pessoas com pavor de beijar. Mas ao me deparar com a chamada Onfalofobia parei de rir na hora. Li a descrição:

Nunca encoste no umbigo de quem sofre de onfalofobia, pois o cara pode ter o maior ataque nervoso. Na verdade, essas pessoas também ficam nervosas só de ver um umbigo. Quando a coisa rola com mulheres grávidas é ainda pior. ɉ que elas tem o maior pavor de que seu umbigo cresça demais ou fique com o formato conhecido como couve-flor. Algumas mães chegam a tapar o umbigo dos bebês com curativos para não ver a criatura.

Jesus-Maria-e-José, it’s me! Eu sempre soube que minha aflição umbiguística não era normal, só não sabia que tinha nome, e ainda de fobia! Desde quando me lembro, eu não deixo ninguém encostar no meu umbigo. Eu não consigo encostar no meu umbigo. Nem no de ninguém. Aliás, nem consigo olhar diretamente pra eles sem sofrer espasmos lacinantes pelo corpo.

Me lembro de uma vez em que me pegaram desprevenida. Eu, na praia de Guarujá, distraí­da e tomando um refresco de tamarindo com gosto de morango, quando PIMBA. Na hora que vi já tinha um dedo asqueroso no meu special place. A reação foi bizarra: parecia que tinham apertado um botão, caí­ de joelhos no chão na mesma hora. Comecei a me contorcer no chão, babando espuma e já quase sem vida, implorei por clemência. Ou quase isso. Caí­ mesmo no chão e me deu uma vontade absurda de vomitar. O que me fez pensar que meu umbigo é na verdade um botão de refluxo.

Botão ou não, a parada é tensa. Não consigo olhar para barrigas de grávidas, muito menos de recém-nascidos com aquele alien negro lutando com todas suas forças para escapar do orifício desprotegido… aaaaaaargh! E aquelas pessoas que tem o umbigo pra fora então? Parece um serzinho oriundo das profundezas querendo dar um oi pro mundo. Que aflição!

Já ouvi dizer que pessoas que sofrem desse mal tiveram problemas no parto ficando enroladas no cordão umbilical. Já ouvi dizer também que isso ocorre devido à  um chakra nessa região, que se torna mais sensí­vel para alguns poucos azarados. Não sei a causa, nem sei se essa aflição bizarra um dia vai passar, mas por enquanto keep that finger away from my belly-button!

Ou, eu juro que tentei colocar aqui uma foto de umbigo pra ilustrar o post, mas não deu. Tive que fechar o google imagens às pressas antes que tivesse um ataque.

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