Todos os posts sobre Cotidiano
22 de agosto de 2014

— Olha!
— O Supla?
— Que Supla o quê, moleque! É o David Bowie!
— Do 24 Horas?
— David Bowie. E não Jack Bauer!
— Ah, dá no mesmo…

(Este post faz parte da série Conversas Furtadas – nome de um antigo blog colaborativo que compilava os melhores fragmentos de diálogos que ouvimos em bares, restaurantes, metrôs, etc. Como o blog acabou e eu continuo ouvindo muitas pérolas por aí, resolvi compartilhar aqui também).

17 de outubro de 2013

Quando era criança eu queria ter nascido cachorro. Sempre odiei acordar cedo, e ir à escola às 6h30 da manhã desde os 6 anos, provocava em minha mini-pessoa um desejo irrefreável de ser minha cocker e ficar dormindo o dia todo.

Aí eu cresci, e nunca mais quis ser cachorro.
Mas continuo querendo dormir o dia todo.

Sleeping_dog_98a

Não era Barbie nem uma bicicleta nova. Era só isso o que eu queria.

27 de setembro de 2013

Calma, não vou escrever aqui a belíssima letra de um funk brasileiro que se inicia com a ameça Mãos para o alto, novinha, mãos para o alto, novinha…

Eu fiquei presa mesmo, só que na casa do meu namorado.

Dormi na casa dele essa semana, e como das outras 890 vezes, ele saiu (bem) mais cedo que eu, que tenho a sorte de só entrar às 10h no trabalho (#morraminvejosas). Eis que 9h acordo, me arrumo na velocidade da luz e quando chego no meu horário-limite para sair – 9h30 – vejo que a porta está trancada por fora e nem sinal da chave. Calma, sem pânico! Ligo pra ele para pedir o telefone do porteiro – sim, porque interfone é coisa do futuro – já que tenho 90% de certeza que uma chave extra me espera reluzindo na portaria.

Caixa postal.

Depois da quinta tentativa, ainda caixa postal.

Começo a ficar só um pouco desesperada. Busco no Google o raio do nome do prédio pra ver se tem o telefone da administradora rezando para o celular do porteiro estar em algum mural de recados de lá. E aí vem uma luz. Me debruço na janela – do quarto andar – e PARA MINHA INFINITA SORTE, tem um cara varrendo lá embaixo, bem na direção da janela. Começo a berrar igual uma louca: OH MOÇO! AQUI EM CIMA! EI! OLHA AQUI! TO TRANCADA! Ô SEU FILHO DE UMA *! (essa última parte é mentira, sou educada). Não somente o cara da vassoura NÃO olha, como todos os pedreiros do prédio em reforma ao lado, olham pra minha cara rindo. Mais uns vinte berros depois, o da vassoura olha pra cima.

– Moço, eu tô trancada aqui! A Geni (faxineira) deixa a chave dela na portaria, você pode pedir pro porteiro por favor?

O simpático rapaz fala que já vai ver. Só que primeiro ele termina de varrer com toda a calma do mundo, assobia a marcha nupcial inteira e liga pra sogra que mora no Acre. Então vai ver. E diz que não tem.

Aí sim fico desesperada. Quem me conhece sabe o quanto odeio atrasos. Das outras pessoas e principalmente o meu. Volto pro Google, volto a ligar, volta a dar caixa postal. E aí volto pra janela:

– Moço, a Geni deve estar no prédio. Vê com o porteiro se ele pode ir atrás dela e pegar a chave pra abrir aqui. MEUDEUSDOCÉUtôatrasada.

Aí o moço vai e volta com um sorriso no rosto, olhando pra cima e diz que sim a Geni tá no prédio. E que o porteiro vai atrás dela pegar a chave.

Gente, que alegria. O porteiro abriu, me salvou do cativeiro e foi a glória.

Já no meio do caminho pra agência, meu namorado me liga rindo dizendo que viu as mensagens. Pediu desculpas e riu mais um pouco. E eu também, lembrando de tudo fico rindo igual besta.

Mas que fique claro que eu só ri porque não me atrasei tanto.

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