Todos os posts sobre Cotidiano
10 de novembro de 2015

— A Madonna, viu? Tá sessentona, já!
— Hmm.
— Queria eu ser igual ela! Sessentona…
— Mãe! A Madonna usa drogas. Por isso que ela tá assim bonita.
— É?
— Sim! Todo tipo de drogas, por isso tá assim!

(Este post faz parte da série Conversas Furtadas – nome de um antigo blog colaborativo que compilava os melhores fragmentos de diálogos que ouvimos em bares, restaurantes, metrôs, etc. Como o blog acabou e eu continuo ouvindo muitas pérolas por aí, resolvi compartilhar aqui também).

4 de setembro de 2015

Uma pausa na programação normal pra contar uma pequena história:

Ontem à noite, voltava da academia pra casa, andando apressada e atenta. Afinal, apesar de ser um caminho tranquilo que faço sempre (mentira, nunca vou na academia) minha mãe já dizia que todo cuidado é pouco. Rua meio deserta, ouço uns passos apressados atrás de mim. Aperto o passo também e puxo a bolsa pra perto do corpo, já invocando todos os santos e anjos em ordem alfabética. Resolvo virar de costas pra verificar se o cidadão em questão apresentava perigo. Que erro! Na hora que virei, me distraí e torci lindamente o pé, me desequilibrando e caindo em câmera lenta. Vi 27 anos de vida passarem diante dos meus olhos naqueles segundos que pareceram horas. Ralei o joelho esquerdo, torci o pé direito, esfolei a mão. Estatelada no chão feito uma barata esturricada, comecei a rir igual tonta (pra mim, quedas = crises de riso). Inesperadamente, o objeto desta queda horrível – ou seja, o rapaz suspeito – veio correndo me ajudar a levantar e perguntou se eu estava bem e precisava de algo. Rindo muito respondi que sim, estava bem e que ele podia ir assaltar outra pessoa em paz. Óbvio que não disse isso. Levantei e ele continuou apressado até o ponto de ônibus na esquina, já meio correndo pra não perder a condução.

Observação final 1: na próxima vida, quando Deus estiver distribuindo as características, prometo entrar na fila do equilíbrio.
Observação final 2: algumas pessoas te farão cair e outras te ajudarão a levantar. Mas ainda existem aquelas que farão as duas coisas. – Heloisa Xavier.

 

Texto originalmente postado no meu Facebook e reproduzido aqui.

19 de maio de 2015

Oba! Tema do Rotaroots. Mil anos que entrei no grupo mas ainda não tinha postado nada de lá, vergonha define. Preguiça também. Amnésia mais ainda.

Bom, pra começar, acho que todo mundo quando criança quis ser mil coisas quando crescesse. Foda é quando você já cresceu e ainda quer ser mil coisas. Se eu tivesse muito tempo e muito dinheiro acho que faria umas 10 faculdades, sem brincadeira. Gosto de tanta coisa ainda, quero fazer tanta coisa, e o pior: uma não tem nada a ver com a outra. Mas ok, vamos nos atentar ao fato que no tema é pra falar das minhas vontades quando criança.


01. Atriz

Há. Desde quando eu comecei a falar, eu já gostava de um palco, de uma câmera, de uma atenção. Não nasci leonina por um erro de alinhamento dos planetas, certeza. Existem registros em VHS (telefone do asilo tocou, um minuto) do meu pai filmando as festinhas em casa, e eu – do alto dos meus 3, 4, 5, 6 anos… – repetia sem parar: Filma eu! Filma eu, pai!. Uma aparecida mirim. Ainda bem que melhorei e sou uma pessoa discreta hoje cof cof. Mas a vontade de ser atriz nunca passou, eu fiz teatro a vida toda e em 2011 resolvi me profissionalizar – paralela à carreira de publicitária – e me formei com DRT e tudo. Fiz pecinhas aqui e ali mas não segui por motivos de falta de tempo, mas eu continuo amando essa profissão PRA CARAMBA.


02. Médica

Também já falei que seria médica quando criança. E essa vontade me acompanhou até o ensino médio, quando uma voz (DO MAL) enfiou na minha cabeça que eu seria mais feliz fazendo um curso voltado para comunicação/arte/moda. Ô VOZ FILHA DILMAÉGUA. Podia ganhar meu salário em barras de ouro hoje e escrever da minha mansão de 12 andares, mas não. Eu amo medicina até hoje e muitas pessoas que me conhecem falam que eu nasci pra ser médica. Bom, é uma profissão que admiro demais e tenho certeza que se voltasse no tempo teria feito medicina.



03. Jogadora de vôlei

Quando eu tinha 10 anos entrei no clube vôlei da minha cidade e fiquei lá por uns aninhos. Eu sempre fui a mais alta da minha sala e no vôlei não foi muito diferente… só tinha baixinha no meu time. Eu amava terças e quintas quando ia treinar, amava quando tinha os campeonatos com outros clubes de outras cidades e um dia enfiei na minha cabeça que ia me profissionalizar e ir para as Olimpíadas. Esse sonho deve ter durado sei lá, dois dias. Mas existiu.


04. Estilista

Quando criança eu gostava muito de desenhar, muito mesmo. Queria me ver feliz era me dar um bloco de sulfite e um estojo de lápis de cor. Eu ficava quietinha por horas. E uma das coisas que eu mais amava desenhar eram roupas. Ficava inventando mil modelos e fazia cada desenho gente… que OH! UMA BOSTA. Fui ver outro dia e cagay de rir. Mas foi nessa fase que ficava falando que quando crescesse seria estilista. Os anos passaram e continuei gostando de moda, até finalmente me formar em publicidade e realizar um pouco desse sonho trabalhando na área. No meio caminho fui desgostando de estilismo e curtindo mais a área de negócios. Trabalho com isso desde 2010 e apesar de ter me desencantado com muitas coisas (aliás, esse assunto merece um post), moda é muito amor ainda.

05. Escritora

Outra coisa que eu sempre amei: ler. Aprendi com 3 anos e meio com as revistinhas da Mônica (Valeu Maurício de Sousa!) e com 6 anos ganhei meu primeiro diário. Com 8 tinha um caderno que escrevia poesias e enfiei na minha cabeça que ia publicar um livro um dia. Ironias do destino, hoje sou redatora e ainda quero publicar um livro. Mas ser “escritora” é só um dentre tantos sonhos que tenho, tantas coisas que quero fazer e tantas coisas que quero ser (rhycaaa)!

Bônus: Cantora

Esse eu lembrei depois. Também temos registros em VHS da minha mini pessoa de 4 anos fazendo uma peteca de microfone e cantando sem parar no meio da sala. As músicas preferidas eram: That’s the way I like it  (KC and The Sunshine Band) – imagina o inglês que lindo! I like it virarava ALAIGUE – e a música tema do Carrossel, com destaque para o trecho que mudei:

(…) pintar essa cara
com tinta e pó
Deixe a criança EXPLODIDA
esquecida, esquecer (…)

O melhor é que temos filmada exatamente essa parte. E eu canto com toda naturalidade e seriedade do mundo a história sobre uma criança que infelizmente foi deixada explodida.

Página 2 de 5« Primeira...23...Última »