13 de setembro de 2017

(Vocês acharam que esse blog estava na pior, né? Mas eu voltei!)

Vamos comigo na nave da Xuxa nos teletransportar para o ano de 2010.

  
Eu estava no último ano da faculdade, fazia estágio, fazia tcc e fazia milagre pra dar conta de tudo. Minha cabeça sempre ansiosa e sempre a mil, funcionava no modo avião, sempre falhando, nunca 100%. Mas estava tudo certo, eu só tinha 22 anos. Saía de casa, ia pro estágio, de lá direto para a faculdade e chegava em casa por volta de 23h30.
  
Mas estava tudo certo, eu só tinha 22 anos, lembra?
  
Em um dia de inverno, me arrumando às pressas como sempre, coloquei uma calça jeans e fiquei indecisa sobre que bota usar: uma comprida que ia quase até o joelho (e olha que esse termo over the knee nem existia na época) ou uma curtinha, a famosa ankle boot que era o hit da época, (quase o que hoje é o tênis branco da Adidas). Coloquei um pé de cada, e em frente ao espelho, tentei me decidir. Nessa hora, Namaria deu um grito no Mais Você que passava na televisão e caiu do balão – ou algo parecido – e eu esqueci da vida.
  
A essa altura, já deu pra perceber o rumo que essa história está tomando, né?
  
Eu saía de casa todos os dias e caminhava uns 10 minutos até o ponto de ônibus que me levava direto pro trabalho. Cheguei no ponto e fiquei ali esperando.
  
Olhei o céu, olhei o horizonte, olhei os carros apressados, olhei o avião passando sobre minha cabeça, olhei pra barata no chão, olhei para os meus pés.
  
OLHEI PARA OS MEUS PÉS DE NOVO.
  
Do alto da minha visão, uma bota preta e lisa reluzia até quase chegar no meu joelho esquerdo, por cima da calça. No pé direito, uma botinha curta de amarrar, que mal chegava no tornozelo.
  
Naquele momento eu tinha duas opções. Uma eu nem cheguei a saber qual era, porque eu acatei logo a segunda e desatei a rir igual uma hiena no ponto de ônibus – tive inclusive que sentar pra recuperar o ar. Riso que logo se transformou em lágrimas porque eu já estava atrasada pro estágio e ia ter que voltar pra casa e reverter aquela situação ridícula.
  
A ida até o ponto de ônibus, foram os 10 minutos mais rápidos da minha vida, pensando na maravilhosa receita da Namaria que eu faria no fim de semana. A volta, meus amigos… AH, a volta.
  
10 minutos que pareceram 10 voltas da terra em torno do sol, caminhando em passos mancos, bolas de ferro atadas aos tornozelos, sendo julgada por olhares de repressão até a porta de casa, recebendo vaias e tomates dos transeuntes, que impiedosos, gargalhavam às minhas custas.
  
Pelo menos foi assim que me pareceu.
  
Esse episódio tem 7 anos, mas eu aprendi uma lição naquele dia que trago comigo até hoje.
  
SEMPRE, eu disse, SEMPRE, confiro meus sapatos 3x antes de sair de casa.
  

ps. eu só não sou pisciana por um erro cósmico.

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  1. Natz Sodré

    16 de setembro de 2017

    AMEI o post Helo HAHAHAHAHA eu já calcei meias diferentes, mas só percebi quando estava no trabalho, e eu já vesti pijama por debaixo da roupa porque estava muuuuito frio, ai de repente fez o MAIOR calor, e eu me ferrei kkkkkkkkk tive que ficar morrendo de calor pra não mostrar o meu pijama de ovelha ao mundo… Beijokas ;)

  2. Camila Faria

    18 de setembro de 2017

    Hahaha! Não acredito! Isso é que é ser (ou estar) distraída. Maravilhosa essa história. Acho que, se fosse comigo, eu iria voando de volta pra casa, de tão rápido que eu iria correr. Hahaha!

  3. Carol R

    20 de setembro de 2017

    Não acredito kkkkkkkk
    bjs

  4. Andressa

    16 de novembro de 2017

    Adorei o post kkkkkkk