4 de setembro de 2015

Uma pausa na programação normal pra contar uma pequena história:

Ontem à noite, voltava da academia pra casa, andando apressada e atenta. Afinal, apesar de ser um caminho tranquilo que faço sempre (mentira, nunca vou na academia) minha mãe já dizia que todo cuidado é pouco. Rua meio deserta, ouço uns passos apressados atrás de mim. Aperto o passo também e puxo a bolsa pra perto do corpo, já invocando todos os santos e anjos em ordem alfabética. Resolvo virar de costas pra verificar se o cidadão em questão apresentava perigo. Que erro! Na hora que virei, me distraí e torci lindamente o pé, me desequilibrando e caindo em câmera lenta. Vi 27 anos de vida passarem diante dos meus olhos naqueles segundos que pareceram horas. Ralei o joelho esquerdo, torci o pé direito, esfolei a mão. Estatelada no chão feito uma barata esturricada, comecei a rir igual tonta (pra mim, quedas = crises de riso). Inesperadamente, o objeto desta queda horrível – ou seja, o rapaz suspeito – veio correndo me ajudar a levantar e perguntou se eu estava bem e precisava de algo. Rindo muito respondi que sim, estava bem e que ele podia ir assaltar outra pessoa em paz. Óbvio que não disse isso. Levantei e ele continuou apressado até o ponto de ônibus na esquina, já meio correndo pra não perder a condução.

Observação final 1: na próxima vida, quando Deus estiver distribuindo as características, prometo entrar na fila do equilíbrio.
Observação final 2: algumas pessoas te farão cair e outras te ajudarão a levantar. Mas ainda existem aquelas que farão as duas coisas. – Heloisa Xavier.

 

Texto originalmente postado no meu Facebook e reproduzido aqui.

Deixe sua opinião

Seu email não será publicado.



*

:D :-) :( :o 8O :? 8) :lol: :x :P :oops: :cry: :evil: :twisted: :roll: :wink: :!: :?: :idea: :arrow: :| :mrgreen:

  1. Patricia

    14 de setembro de 2015

    Acho que encontrar o equilibrio é no fundo, o desejo de todos!
    Beijos!
    vidadepati.com