28 de novembro de 2014

Nunca me achei uma pessoa romântica. Na verdade, perto dos meus 15 anos, eu era até meio rebelde, avessa total ao romantismo, declarações e mimimis. Jamais gostei de ganhar flores, por exemplo. Acho que mais porque eu tenho dó ao vê-las morrer e não poder fazer muita coisa quanto a isso (Phoebe Buffay me entenderia). E jamais quis usar aliança de compromisso também. Aff, o cúmulo da breguice, eu pensava.

Mas parece que a gente vai ficando mais velha e alguns conceitos vão mudando. Hoje continuo não gostando de ganhar flores, nem curto a ideia de aliança de namoro (por que a pressa? Quando noivar, bota o anel no dedo e pronto), mas acho que uma declaraçãozinha de vez em quando e um copo d’água não se negam a ninguém. Eu sei que o ditado é outro, mas este é um blog de família. Um jantarzinho romântico em um lugar fofo também é algo que ganhou meu coração nos últimos tempos.

E tudo isso me lembrou um fato. Quando criança eu acreditava piamente que todas as mamães e papais já se conheciam desde, sei lá, de bebês. Que cresciam juntos brincando na neve e aí atingiam uma certa idade, casavam e tinham filhos. E eu devia ter uns 5 anos quando perguntei pra minha mãe se ela gostava mais de mim, do meu irmão mais velho ou do meu pai. CHOKAY quando ela me explicou sobre o amor mãe/filho e disse que meu pai era um cara X que ela havia encontrado na vida, DEPOIS DE ADULTA, se apaixonado e tal.

MEU PAI ERA UM CARA ALEATÓRIO QUE ELA ENCONTROU INDO PRA DISCOTECA BALADA?

Foi neste dia que minha visão romântica da coisa – que achava que o mundo era um Oriente Médio do amor onde os casais eram predestinados desde muito novos – foi abalada.

Ou não, vai saber.

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